Jantar sem complicação
Eu já falei aqui e falo bastante no Blog do George: É perfeitamente possível fazer suas refeições de um jeito saudável, acessível e gostoso. Mas muita gente ainda encontra dificuldade no jantar, seja pela falta de restaurantes self-service abertos, por mais opções de comida pouco saudável, ou simplesmente porque trabalhou o dia inteiro e não quer ficar na cozinha. O que não dá é para ficar sem jantar, ou comer porcaria todos os dias. A saúde não vai aguentar.
O Augusto deu uma dica bem importante: comer bem no café da manhã e no almoço. É a dica clássica de qualquer nutricionista, médico ou profissional de saúde. Fazer lanches intermediários entre as refeições“grandes” (café-almoço-janta) também é dica clássica. Dividir sua alimentação em sete refeições diárias é outra.
A solução do Marco é prática, mas eu não recomendo. Comida pronta, geralmente, é cheia de conservantes, estabilizantes, corantes e outros -antes, sem falar nos altos teores de sódio e gordura. O seu coração não vai ficar feliz com uma dieta a base de lasanha pronta.
A idéia do Pick the Brain é automatizar o processo: se você tiver um cardápio básico para o jantar e dedicar um tempo (do seu fim de semana, por exemplo) para deixar as coisas preparadas com alguma antecedência, seu jantar pode ficar pronto em 15 ou 20 minutos. Eles também tem dicas bem bacanas do uso do microondas
Juntando tudo o que eu vi/li por aí, cheguei numas dicas interessantes.
- Pense no seu cardápio semanal. É muito mais fácil comer de forma saudável se você pensar nas refeições de uma semana. Você garante a variedade com “dia do peixe”, “dia do frango”, “dia vegetariano”. Ajuda a organizar as compras, para não sobrar nem faltar nada na sua cozinha. Ajuda a gastar menos. E, com tudo em casa, diminui a tentação de ligar pro disque-pizza ou apelar para a lasanha industrializada.
- Tenha um estoque de ingredientes enlatados/congelados. De acordo com o seu gosto, há coisas boas para se ter em casa. Congelados que sempre estão aqui: milho, ervilha, couve-flor, brócolis. Enlatados que não faltam em casa: tomates pelados, molho de tomate pronto, creme de leite light, atum em água e sal, filés de sardinha.
- Faça congelamento de apoio. A Katita, do Rainhas do Lar, conhece uma pessoa que vai à casa dela e prepara pratos que ela escolhe e congela. Eu gosto de deixar o feijão e carne assada congelados. Você pode comprar carne fresca e deixar congelada em porções individuais. É só pensar na janta antes de sair de casa pela manhã, deixar descongelando e se jogar na hora da janta.
- Faça variações do mesmo tema. Crie um processo básico de preparo e varie em torno dele. Isso serve para a sua carne, para a sua salada, para o seu arroz ou massa. Criando uma rotina e se atendo a ela, a chance de você preparar suas refeições cada vez mais rápido e melhor só aumenta.
- Faça pratos de uma panela só. Sopas, risotos, omeletes. Se você não vai precisar ficar lavando louça depois, não vai ficar inventando desculpa para não cozinhar.
E, se você quer algumas receitas, sempre tem comida prática aparecendo por aqui.
Economizando gás e energia elétrica: aproveite melhor o calor do seu fogão
Calor é energia. Na cozinha, o calor é um ingrediente especialíssimo, importantíssimo porém dificil de se controlar. Como garantir que o seu alimento vai receber a quantidade necessária de calor? Qual é a quantidade certa de calor?
Essa matéria do New York Times trata desse assunto e dá algumas dicas para você aproveitar melhor a energia gasta na cozinha. Segundo a matéria, um fogão a gás transmite de 30 a 40% do seu calor para a panela – o resto é dispersado no ambiente – enquanto um cooktop elétrico chega a 70% de transmissão do calor. É muito calor que se perde e, enquanto não inventam uma tecnologia melhor para aquecer seu alimento, que tal economizar energia com essas dicas fáceis e práticas de seguir?
- Tampe as panelas. Você pode reduzir o tempo de fervura de uma panela de água pela metade só usando a tampa. A água aquecida vira vapor e, se você não usar a tampa, esse vapor se perde na atmosfera (e esquenta a sua cozinha). O mesmo raciocínio serve para outros alimentos. Porém, cuidado: cozidos, sopas, tendem a “babar”. Então não tampe por completo – deixe um pedaço da panela destampada para evitar desastres no seu fogão.
- Quando a água ferver, abaixe o fogo. A água não vai passar de 100°C, por mais alto que seja o fogo. Então, quando a sua água ferver, pode abaixar o fogo – vai diminuir a ebulição e a evaporação, mas a temperatura se manterá a mesma.
- Deixe grãos de molho antes de cozinhá-los. Boa parte do tempo de cozimento de feijão, arroz e outros grãos é gasto para umedecer os grãos e não para cozinhá-los. Se você deixar os grãos de molho – vinte minutos já estão de bom tamanho – você reduz o tempo de cozimento.
- Use a panela de pressão. Ela merece um post só para ela: a panela de pressão é uma boa aliada para economizar gás/eletricidade, por reduzir consideravelmente o tempo de cozimento dos alimentos. Porém, cuidado: atente para as instruções de segurança e não use a panela de pressão sem ler o manual.
- Adicione uma pitada de bicarbonato de sódio na água do cozimento. Quando você for cozinhar batatas, cenouras, vagem ou outras hortaliças, adicione bicarbonato de sódio na água do cozimento. Isso permite que a temperatura de ebulição da água aumente, reduzindo o tempo de cozimento (e o tempo em que a chama deve permanacer acesa, consequentemente).
Salada refrescante de berinjela
Essa salada é uma ótima opção para sua ceia de Ano Novo. Além de ficar ótima quando preparada com antecedência (quanto mais tempo no tempero, mais gostosa ela fica), a berinjela é um alimento leve, com pouquíssimas calorias (100 gramas de berinjela fornecem apenas 27 calorias) e que auxilia no controle do mau colesterol.
Aproveite que estamos no começo da safra de berinjela (de janeiro a maio)
Salada Refrescante de Berinjela
Ingredientes
- 3 berinjelas médias (na hora de comprar, escolha as de cor roxa brilhante e firmes ao toque);
- 1 maço de cheiro verde (salsinha e cebolinha) picado;
- 1 cebola pequena picadinha;
- suco de 1 limão;
- azeite de oliva extra-virgem;
- sal a gosto;
Preparo
- Descasque as berinjelas parcialmente (eu deixo “listras” de casca) e corte em cubos pequenos;
- Em um escorredor de arroz, coloque os cubos de berinjela descascada e lave bem. Deixe de molho por alguns minutinhos, escorra, deixe de molho mais uma vez.
- Coloque uma panela de água para ferver, com água suficiente para cobrir as berinjelas. Quando a água ferver, coloque os cubos de berinjela por uns minutinhos, até que mudem de cor. É só para aferventar, não precisa cozinhar por muito tempo.
- Escorra as berinjelas e passe em água fria.
- Enquanto as berinjelas esfriam, corte as cebolas em fatias finíssimas e deixe de molho em água para tirar o ardume.
- Junte numa vasilha com tampa: a berinjela (já fria), as fatias de cebola e o cheiro verde picadinho. Tempere com o suco de limão, o azeite de oliva e o sal (cuidado no sal, porque a berinjela vai ficar guardada no tempero). Guarde na geladeira.
Essa salada fica muito gostosa quando preparada com um dia de antecedência. Eu já guardei até três dias aqui em casa (nunca durou mais que isso). Você pode usar como antepasto e comer com pão ou torradas ou usar como salada junto com “comida normal” (arroz branco + salada de berinjela fica supimpa!). Se você gosta de pimentão, algumas fatias (finas) também ficam gostosas no tempero.
O Natal como ele deveria ser
Você anda pelas ruas e não consegue se enganar: O Natal chegou. É papai noel para lá, pinheirinho para cá, um ou outro presépio. E eu nem vou entrar na questão de comemorar um nascimento que aconteceu na Palestina com um monte de bonecos de neve.
De vez em quando, um Presépio aparece para lembrar do que está acontecendo. Do que deveria se falar, no lugar do Papai Noel e dos presentes. É, Natal é aniversário de Jesus. Faz dois mil anos (um pouco mais, um pouco menos, vá saber) que ele veio para essa Terra dar notícias de Paz, Amor, Solidariedade. Só que isso tudo fica esquecido quando a gente fala em presente, promoção, liquidação, embrulho, compras, fila, multidão, argh! No meio dessa confusão, é muito fácil se perder e pensar apenas nas caixinhas, brinquedos e presentes.
Mas será que presente tem que ser, necessariamente, alguma COISA? É muito bom lembrar de quem a gente gosta, é muito bom sentir-se lembrado. Que tal, nesse Natal, dar outras coisas de presente?
O Vitor Hugo deu a dica dos presentes feitos em casa, a Sam falou em experiências. Passeando no shopping, encontrei uns vale-presentes muito bacanas: a pessoa escolhe uma experiência que quer ter. Tem de hospedagem em hotéis charmosos a trilhas por serras. De Jantares bacaninhas a massagem com pedras quentes.
Eu sei que é um pouco tarde, mas, que tal, nesse Natal, trocar aquele presente fabricado em outro país, sem o mínimo respeito aos direitos humanos ou ao meio ambiente, por uma experiência bacana? Não precisa ser o vale presente que falei acima: serve ensinar a fazer aquele bolo de chocolate, convidar para uma sessão de cinema, ajudar a fazer alguma coisa que você é craque mas seus amigos tem dificuldade. Você não gostaria de ganhar uma horinha do tempo de alguém querido? Que tal começar com essa corrente?
Esse post faz parte da Blogagem Coletiva sobre Consumo Consciente. São muitos posts legais falando sobre isso, veja lá!
Sanduíche sem glúten? Com blini dá!
Já são dezesseis dias longe do glúten. O que parecia difícil no começo agora já é parte do dia. Olhar rótulos, verificar ingredientes, recusar aquele pedaço de bolo de aniversário (a propósito, vou aderir ao movimento da Mixirica por tortas de aniversário, abaixo a fofura seca dos bolos sem glúten).
Falemos do blini… Originários da Rússia, esses pães que parecem panquecas, eram feitos com farinha de trigo sarraceno. Como não encontrei farinha de trigo sarraceno aqui, fiz com farinha de arroz. O resultado não poderia ser melhor: fácil de fazer, gostoso de comer, os blinis conquistaram meu coração e mesmo os comedores de glúten não reclamaram nem um tiquinho da pilha de blinis em cima do fogão! =)
Vamos à receita?
Blinis de farinha de arroz
Ingredientes
- 36g de fermento biológico fresco (você pode substituir por 12g de fermento seco, mas o sabor do fermento fica mais acentuado)
- 450 ml de leite de côco (eu fiz em casa, você pode usar leite de soja ou leite integral)
- 15g de açúcar
- 360g de farinha de arroz (ou de trigo sarraceno)
- 3 gemas
- 3 claras batidas em neve
- 120g de manteiga ou creme vegeal derretido
- 1 pitada de sal
Preparo
- Dissolva o fermento no leite morno;
- Em uma tigela, coloque a farinha peneirada, o açúcar, o sal e as gemas. Misture.
- Junte o leite ainda morno, aos poucos, batendo para que não formem grumos. A mistura deve ficar lisa.
- Cubra com filme plástico e deixe descansar por 30 minutos.
- Depois de 30 minutos, incorpore a manteiga derretida FRIA. Misture bem.
- Junte as claras em neve, delicadamente, em 3 tempos.
A massa do blini fica espessa e espumosa, com consistência de nuvem.
- Aqueça uma frigideira pequena antiaderente, em fogo baixo.
- Com uma concha, despeje a massa na frigideira. Assim que dourar as borda, vire para assar do outro lado. Muito cuidado para não quebrar!
- Não deixe queimar. Depois de assado, coloque o blini em uma grade ou assadeira fria.
- Se você tiver várias frigideiras pequenas, pode fazer uma linha de montagem que fica mais rápido.
Na hora de servir, corte o blini ao meio e recheie como preferir. A combinação clássica de blini, creme azedo e caviar ou salmão defumado vai fazer sucesso naquele jantar mais tchananam. Aqui em casa eu já provei com creme azedo, rúcula e tomate seco, com tahine, com homus, com geléia. Sempre fica bom. Acho que deve ficar bom com molho de tomate e salsicha, um cachorro quente gluten free!


